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domingo

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA



 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


Conversão de pastor da Assembléia de Deus ao Catolicismo.

Chamo-me Albertove Manoel da Costa, servo de Nosso Senhor Jesus Cristo e o que escrevo aqui é para o engrandecimento do Cristo Jesus e para o fortalecimento do Santo Evangelho. Nasci em berço Católico e logo após o meu nascimento fui batizado, alguns anos após o meu nascimento meus pais se tornaram evangélicos da Congregação Cristã no Brasil, mas eu como fui criado com meus avós paternos recebi toda uma educação católica. A partir dos 12 anos eu comecei a freqüentar os cultos de algumas igrejas evangélicas, mas sem firmar ou assumir um compromisso sério, pois como meus avós eram Católicos e eu permanecia fiel ao que eles me ensinavam. Participei de algumas pastorais na Igreja de São Pedro Apóstolo no Setor P Sul Ceilândia Distrito Federal, onde numa pastoral conheci a minha esposa, ela tinha 19 anos.

No mês de Dezembro de 1992 após um breve namoro passamos a viver juntos, pois a família dela não permitia que ela se casasse comigo. A partir desta data entreguei meus trabalhos na igreja e me afastei um pouco, participava das missas mas não podia tomar a Santa Comunhão o que me levou a um esfriamento espiritual.

No dia 17 de setembro de 1994 nos casamos no civil em Goiânia – Goiás. No mês de fevereiro de 1995 nos casamos no religioso na igreja Matriz de Campinas bairro de Goiânia.

Com o passar do tempo tentamos voltar aos nossos trabalhos na igreja, mas dentro de mim só tinha dúvidas, pois devido meus pais serem evangélicos, muitas vezes acabava visitando igrejas evangélicas e participava dos cultos.

Durante um tempo, eu e minha esposa participamos das missas aos domingos e dos terços, pois éramos devotos de Nossa Senhora.

Até que no dia três de janeiro de 1998 eu fui até um templo das ASSEMBLÉIA DE DEUS a convite de um vizinho nosso que era pastor local e dirigia os trabalhos naquele templo. Ao chegar lá não tive dúvidas, levantei minhas mãos e aceitei Jesus me tornando evangélico, pois ele havia me convencido que todo Católico não é digno de alcançar a salvação.

A princípio minha esposa não quis ir, mas dois meses depois ela também aceitou e se tornou evangélica. Fui batizado no mês de abril do mesmo ano, pois este pastor falava que eu era escolhido por Deus para realizar a sua obra, que Deus havia revelado que eu seria pastor. Pouco tempo depois comecei a pregar e pensava ter achado a solução para todos os meus problemas, pois algum tempo depois de ter me casado, eu e minha esposa nos encontramos em sérias dificuldades financeiras, pois estava desempregado e nosso filho já estava com um ano de vida.

Eu falava comigo mesmo: “Agora tudo mudou, pois encontrei a salvação, não preciso de imagens, de adorar a outros deuses, não preciso mais pedir a Maria, pois ela está morta e esperando pelo julgamento no juízo final. Agora Deus vai me dar tudo”. E com este pensamento eu comecei a falar contra a Igreja Católica, contra Maria Santíssima, e contra o Papa.

Já no ano de 2000 fui consagrado a pastor evangelista. Esta consagração ocorreu no mês de outubro no dia 18 na Igreja Assembléia de Deus Jardim das Oliveiras na cidade satélite de Samambaia-DF.

Logo comecei a dirigir congregações e pensava que tudo estava solucionado, quando no mês de dezembro de 2002 aconteceu um episódio que ia mudar completamente o rumo da minha vida.

PARTE II

Desde quando me tornei evangélico eu e minha esposa tínhamos o desejo de ter uma filha, pois a primeira gravidez veio um lindo menino, toda vez que alguém orava por nós, profetizava uma menina em nossas vidas.

No mês de agosto de 2002 paramos de evitar filhos na intenção de arrumar mais uma criança: “Esta menina que sempre era falada nas profecias e revelações”. Durante um mês nós paramos de evitar, e passado uns dois meses a gravidez tão esperada não aconteceu.

Foi quando, no dia dois de dezembro de 2002 pela manhã, minha esposa começou a sentir fortes dores no estômago, a princípio pensávamos ser algum desarranjo intestinal, mas a dor não passava e ela começou a sofrer desmaios e a vomitar.

Como não apresentava sinais de melhora e já era tarde, levei-a para o hospital local, pois morávamos em Santo Antônio do Descoberto – Goiás, quando este episódio aconteceu.

Chegando ao hospital, ela ficou internada e no outro dia como continuava do mesmo jeito, foi removida para o Hospital Regional de Taguatinga no Distrito Federal onde foi diagnosticada gravidez tubária e rompimento das trompas com forte hemorragia interna e era preciso operar.

Quando o médico deu o diagnóstico eu não acreditei, pois ela estava normal e não apresentava sinais de gravidez.

Era 13:20hs do dia 03 de dezembro de 2002 uma terça-feira, que minha esposa deu entrada no centro cirúrgico, vinte minutos depois a médica falou: “Olha se você crê em Deus pode fazer suas orações, pois a sua esposa está em estado de coma e os médicos não podem fazer mais nada, vamos operá-la, mas não temos esperanças de vida”.

Saí desesperado a procura de uma igreja, quando parei perto de uma loja e ali permaneci com a cabeça baixa e chorando, foi quando uma mulher tocou em meu ombro e me perguntou:

Porque você está chorando?

Olhei para aquela mulher e pensei “deve ser alguma irmã evangélica ou mesmo uma missionária, pois eles fazem visitas aos doentes que ficam internados”.

Ela trajava um vestido longo todo branco e tinha os cabelos soltos por sobre os ombros então eu respondi: a minha esposa está morrendo e eu não posso fazer nada.

Então ela me disse: “Não se preocupe, pois ela não vai morrer, ela vai ficar boa”. Com aquelas palavras eu senti uma paz tomar conta do meu interior e abaixei a cabeça quando olhei novamente não a vi mais, então observei que um senhor me observava a uma certa distância, fui até ele e perguntei se ele viu para onde foi aquela mulher que momentos antes conversava comigo, ele me disse o seguinte: “Você não estava conversando com ninguém, pois eu vi quando você parou ali, de cabeça baixa, chorando fiquei até preocupado, pois pensei que você pudesse estar se sentindo mal”.

Despedi-me dele e fui para a casa da madrinha do meu filho.

Às 17:00hs retornei ao hospital e falei com a médica que havia operado a minha esposa, tudo havia transcorrido muito bem ela estava fora de perigo.

As palavras da médica foram as seguintes: “Realmente foi um milagre que aconteceu, não há explicação, pois ela estava quase morta e agora está se recuperando muito bem”.

Saí dali exultando de alegria e pensei comigo: “foi um anjo que falou comigo”. Três dias depois eu trazia minha esposa para casa, mais ela não podia ter mais filhos e a única possibilidade seria após um longo tratamento.

Muitos protestantes falavam que eu estava pagando o preço, que era pecado oculto e alguns chegavam a dizer que Deus havia revelado que eu estava cometendo pecado de adultério que eu estava vivendo em prostituição.

Continuei meus trabalhos e quando foi no ano de 2003 começaram a profetizar que meu tempo na cidade de Santo Antônio do Descoberto tinha terminado e que Deus me levaria para a cidade de Alexania – Goiás. Quando foi no dia 17 de fevereiro de 2004, nós mudamos para esta cidade.

Chegando lá procuramos pela pastora da Igreja Pentecostal Missionária de Cristo que nos recebeu muito bem, ficamos na igreja dela por dois meses. Já no mês de março a minha esposa começou a ter queda de pressão o que me preocupou um pouco, foi quando uma noite depois de fazer minhas orações fui dormir e então eu tive um sonho em que aquela mesma mulher que me aparecera em Taguatinga estava ali e me disse: “Sua esposa esta grávida e vai dar a luz a uma menina que você tanto pediu”.

Acordei assustado e pensei comigo: não tem como ela ficar e estar grávida, pois estamos evitando. Não falei nada para ela.

Quinze dias depois como a minha esposa continuava com a pressão muito baixa, a levei ao posto de saúde onde o médico pediu um teste de gravidez que teve como resultado: “POSITIVO” no mesmo instante me lembrei do sonho e comecei ficar muito confuso, pois a pastora que eu estava auxiliando falava que não era gravidez, que era trabalho de macumba e quando viu o resultado dos exames, disse que essa criança seria uma maldição em nossas vidas, procurei por um outro pastor e contei tudo inclusive o sonho então ele me disse: “Olha pastor você está deixando se levar pelo diabo, cuidado”. Fiquei muito abalado e confuso, mas continuei na igreja. Apenas saí da igreja Pentecostal Missionária de Cristo e fui para outro Ministério que por coincidência era o mesmo onde eu fui consagrado pastor.

Comecei trabalhar evangelizando e buscando as pessoas e foi quando eu tive outro sonho.

PARTE III

Era o mês de junho de 2004 e minha esposa já estava no 5º mês de gestação. A médica que a acompanhava no pré-natal no hospital diagnosticou gravidez de alto risco e aconselhou continuar o pré-natal no Hospital Regional de Taguatinga.

Nesta data, estava havendo a festa de Santo Antônio de Pádua padroeiro de Olhos D’Água, povoado distante a 10 KM de Alexania.

O nosso pastor presidente havia ordenado que eu escolhesse os melhores obreiros e fosse até aquela festa e ali afrontasse os Católicos com evangelismo e cultos na praça onde era realizada a festa, já estava tudo pronto quando novamente sonhei com aquela mesma mulher e no sonho ela falou o seguinte:

“Porque você tira as ovelhas do rebanho de Meu Filho? O coração dele está sangrando e está transpassando de dor por causa destes atos, ele tem te ouvido, sua filha virá com saúde, pois tenho intercedido junto a Ele por ti”.

Acordei com o rosto molhado de lágrimas e falei comigo mesmo: “Vou voltar para o meu lugar, vou voltar para a Igreja Católica Apostólica Romana”.

Cheguei no meu pastor e falei tudo para ele, contei do sonho e falei que não iria realizar aquele trabalho. No mesmo dia fomos expulsos da igreja, e nos pediram a casa que pertencia à igreja.

Procurei a paróquia de Alexânia e relatei todo o acontecido para a coordenadora, só não contei dos sonhos e da visão que tive. Como o padre não se encontrava na cidade, a coordenadora nos ajudou a retornar para Santo Antônio do Descoberto, onde procurei a Igreja Católica e retornei, pois tive um apoio muito grande do então coordenador da RCC local, Elmiro Barbosa que hoje é padrinho da minha filha.

Graças a Deus tudo deu certo sofri muitas perseguições, pois assim que os protestantes ficaram sabendo que eu retornei para o Catolicismo, muitos me procuraram e começaram a me ameaçar, fui até agredido fisicamente e hoje sou ameaçado de morte. No dia 16 de novembro de 2004, nasceu a minha filha e para a minha felicidade uma linda menina, ao qual foi registrada com o nome: “Andressa Vitória.”

No dia 26 de março de 2005 tive a felicidade de batizá-la na solenidade da Vigília Pascal e nesta mesma noite eu fiz minha profissão de fé e renovei as minhas promessas do batismo selando o meu retorno para Igreja Católica Apostólica Romana.



sexta-feira

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO AO CATOLICISMO



 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO AO CATOLICISMO


EX-PROTESTANTE, HOJE CATÓLICO CONVICTO, ESPECIALISTA EM SAGRADAS ESCRITURAS E SEITAS!!!

Meu nome é Milton Junior. Sou de uma família de protestantes batistas tradicionais. Dos lados paterno e materno de minha família, só existem batistas, por quatro gerações. Cresci em uma igreja batista tradicional. Aprendi desde cedo, que os católicos não eram filhos de Deus, mas sim criaturas de Deus, pois não conheciam a Jesus, além de serem idólatras. Aprendi também que o Papa era a besta, e que a Igreja Católica era a Grande Babilônia de Apocalipse. Cedo, ainda criança, aceitei seguir a Jesus em meu coração e o fiz sinceramente. Catolicismo para mim, era algo distante, frio e fora da realidade, algo com que não queria me envolver. Apesar de naquela época crer assim, sempre me dei bem com os católicos, meus amigos quase todos eram católicos. Desde de os oito anos, me interessei em ler sobre religião. Era divertido aprender com os livros as crenças das diferentes religiões, seitas e por aí vai. Mas o que eu lia sobre catolicismo, não batia com o que eu ouvia na igreja batista. Aos 13 anos, resolvi, por conta própria visitar uma missa.

De cara vi que ninguém "adorava Maria, nem os Santos, e a Liturgia me chamou a atenção para o foco TODO na SANTÍSSIMA TRINDADE!!! Passei a ir a missa, pois me sentia bem. Gostava do sermão, do Pai Nosso, do Sinal da Cruz. Continuei membro ativo da igreja batista, até os 24 anos, quando por gostar muito da teologia calvinista, passei para o presbiterianismo, era a primeira vez que eu estava em uma Igreja que escolhi está. Bom, ja era desde os 19 anos, professor, comecei a ensinar no segundo semestre da faculdade; e também já era um heresiologista. Dei muitas palestras em muitas e muitas igrejas evangélicas e grupos católicos também, que sempre defendia da fúria xiíta de setores evangélicos, principalmente, batistas, pentencostais e neopentencostais. Eu me sentia bem em minha fé, e não sentia vontade de mudar, e apesar de gostar e respeitar os católicos a idéia de ser um, nunca havia passado por minha cabeça, mas Deus tem um plano em nossas vidas, e nós achamos que controlamos tudo, mas ELE é quem sabe tudo...

Depois de assistir pela bilhonésima vez A PAIXÃO DE CRISTO, do Mel Gibson, dessa vez foi diferente. Após acabar o filme, não entendia porque, só me pegava pensando em Maria. Parecia que Deus tinha enchido minha cabeça e o meu coração de Maria. Dormi, acordei, e a mesma coisa. Aquilo me dava uma sensação de paz e uma alegria diferente, era forte e impactante. Depois, fui a livraria comprar A BÍBLIA DOS APÓCRIFOS, que tem um monte de baboseira gnóstica, mas também tem alguns livros interessantes. TRATADO DA PASSAGEM DA SANTA MÃE DE DEUS, atribuido a São João, o apóstolo. Sei que não é a Bíblia, mas depois de lê-lo, passei, MILAGROSAMENTE, a crer em todos os DOGMAS MARIANOS! Deus fazia com que minha ligação com Maria só aumentasse.

Cheguei a orar e perguntar, pedindo misericórdia a Deus, dizendo, O QUE O SENHOR QUER DE MIM? Sempre amei Maria, os reformados históricos, amam e respeitam a Maria. Como eles, eu também, mas parava por aí. Agora, me pegava com a aceitação de todos os dogmas marianos... Depois eu fui a casa de um amigo, que me disse que me daria um cd, pois já que eu gostava de religião, provavelmente eu iria gostar. Nesse cd, o missionário Sidineh, contava como deixou de ser pastor da Assembléia de Deus, para se tornar católico, e o papel que Maria teve nisso tudo! Quando acabei de ouvir o cd, me encontrava sozinho e chorando. Com coragem, tomei a decisão: DE HOJE EM DIANTE, SEREI CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, PARA SEMPRE... Em minha Primeira Eucaristia ninguém de minha família estava lá. Toda minha família adotou a postura da indiferença em relação a minha mudança. Muitos dos meus "antigos irmãos" que me davam tapinhas nas costas e me chamavam de benção, hoje dizem que eu estou com o demônio, que virei idólatra, que troquei Jesus por Maria, dizem até que nunca fui protestante, e que minto para desviar os evangélicos.

CONCLUINDO PARA QUE JESUS CRISTO SEJA EXALTADO!!!
Não adianta! Podem me caluniar! Continuarei na minha fé católica! Sou fraterno, mas também sou apologético e defendo minha fé cristã católica com vigor. Minha Doce Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa, Meu Tesouro no Céu, amo você! Obrigado por nunca ter desistido de mim, um protestante calvinista, que apesar de te amar, não te honrava corretamente, como só você merece! Apesar de nunca ter tido nenhuma visão Tua, sinto, desde o dia que assisti aquele filme, Tua presença de amor junto a mim! Por isso sou CONSAGRADO A TI, PARA SEMPRE... TE AMO, MÃE!!!

Meu Jesus Cristo, Rei e Senhor adorado, Supremo e Incomparável Mestre, Salvador e Deus Filho, meu amor por Ti é tão grande, que o Senhor mandou Tua Santa Mãe para me levar ao caminho de Tua Santa Igreja... Te amo Meu Jesus e adorando me prosto a vossos pés e digo: MUITO OBRIGADO, pois me sinto livre e feliz como nunca estive, pois AGORA tenho certeza de estar na Tua Igreja, de verdade...

Aos "evangélicos" que se ofendem, não sei porque, com meu testemunho, saibam que só posto em comunidades católicas, pois sempre respeitei as comunidades evangélicas. Se não quiserem proceder na mesma linha, saibam que não me intimido, nem com ameaças, nem com mentiras e calúnias!!!

Minha conversão se deu em maio de 2006. Primeira comunhão, em 12 de outubro de 2006. Em 2009 me crismei, com autorização do Arcebispo Primaz do Brasil que autorizou Mosenhor Gaspar Sadoque. Trabalho com formação católica bíblica, e sou um especialista em seitas. Sempre exerci esse ministério, e hoje o faço em nossa Igreja, com a autorização do meu pároco, pois respeito o Sacramento de Ordem, e estou sempre feliz, pois foi a melhor e mais acertada escolha de minha vida. Nessa fé viverei e morrerei... pode publicar sim, pois não é meu o testemunho, mas de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e da minha Amada Igreja Católica...

MILTON JUNIOR, CAVALEIRO DA CRUZ DE CRISTO, FILHO E SERVO DO DEUS TRINO E UNO, DE MARIA SANTÍSSIMA E DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, PARA SEMPRE...


MEU FACEBOOK: https://www.facebook.com/milton.junior.39501?fref=nf



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TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA




 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


Por que deixei o protestantismo:

Nasci em família de "católicos não-praticantes" e, tendo crescido sem nenhuma instrução religiosa. Com isso, as dúvidas e uma fé imatura levaram-me ao protestantismo. Deixei os protestantes porque percebi a necessidade de algo mais para seguir a Cristo plenamente – ser parte de Sua Igreja. O que me levou ao protestantismo foi a mentalidade de querer investigar e entender perfeitamente todas as questões teológicas possíveis. É claro que muitas vezes eu ficava insatisfeito com a posição da Igreja Católica e então buscava compor meu próprio sistema teológico. O protestantismo me atraiu justamente pela promessa de "liberdade intelectual", que é inerente a ele. Por algum tempo acreditei que a fé poderia desenvolver-se melhor sem as amarras da tradição católica, porém mantendo o essencial - a partir das Escrituras.

Mas o resultado dessa busca, depois de muita reflexão, é que o protestantismo tem grande dificuldade em manter este núcleo essencial da fé. Em vez de funcionar como Igreja de Cristo, ele cria confusão. Isso vem da própria mentalidade em que opera. E é isso que pretendo demonstrar a seguir. Este artigo é um esforço de resumir os pontos principais de uma longa reflexão.

O problema do denominacionalismo

Para ilustrar a confusão, pense no grande pregador inglês C. H. Spurgeon, um batista. Em 1865, ele pregou um sermão intitulado A Regeneração Batismal, no qual defende a visão tipicamente batista de que o sacramento do Batismo nada efetua - não é um instrumento nas mãos de Deus para comunicar a graça, mas sim um símbolo, um modo de fazermos nosso testemunho público de fé. Spurgeon expressa toda sua indignação diante do fato de que alguns protestantes professavam a doutrina da regeneração batismal e diziam que o Batismo realmente confere a graça.

Ele diz (os destaques são meus):

[...] de todas as mentiras que levaram milhões ao inferno, esta eu vejo como a mais cruel - que em uma Igreja Protestante seja encontrado quem jure que o Batismo salva a alma. Chame-se batista, ou presbiteriano, ou dissidente... isso nada importa para mim. Se ele diz que o Batismo salva a alma, fora com ele, fora com ele, ele diz algo que Deus nunca ensinou, algo que a Bíblia nunca deixou, e algo que nunca deve ser mantido por quem professa que a Bíblia, e toda a Bíblia, é a religião dos protestantes.

Spurgeon está indignado que alguém ouse afirmar ser "protestante" e confesse a regeneração batismal. Ele chega até mesmo a lembrar o nome de Lutero durante o sermão. Pois bem, se aí nós temos um exemplo de ponto essencial da doutrina, então também temos um problema sério: a maioria esmagadora dos Padres da Igreja expressou a regeneração batismal com toda clareza. E isso não era algo acidental ou de menor importância para eles. Da mesma forma, o próprio Lutero defendeu a regeneração batismal. Na verdade, o reformador alemão via este ponto de doutrina como o próprio "coração do Evangelho", pois por ele vemos a promessa gratuita de Deus nos sacramentos. No Catecismo Maior, Lutero ensina que o Batismo traz "vitória sobre a morte e o diabo, perdão dos pecados, a graça de Deus, Cristo inteiro e o Espírito Santo com seus dons".

Claramente, Spurgeon não entendeu a doutrina da regeneração batismal. Parece que ele a confundia com ser salvo pelo Batismo de forma automática (mesmo que a pessoa recuse-se a crer e arrepender-se)! Tendo interpretado mal a doutrina, ele não hesita em rejeitar séculos de tradição cristã e chamar tudo isso de "mentiras que levam milhões ao inferno". Mas como pode a Igreja subsistir assim?

Pode parecer uma discordância simples, mas ela revela uma profunda diferença de perspectiva, entre um cristianismo sacramental e um não-sacramental. O primeiro é o caso dos luteranos, católicos, ortodoxos, coptas e muitos anglicanos. O segundo é o que existe entre batistas, pentecostais e outros grupos evangélicos. Há quem tente traçar um meio-termo aqui. Mas o problema permanece: como a Igreja pode subsistir se aquilo que há de mais sagrado para uns cristãos é tido como mentira e absurdo para outros?

Essa confusão é perpetuada pelo sistema denominacionalista, isto é, os protestantes não se obrigam a permanecer todos numa só comunhão, com um só governo e uma só confissão de fé (ou um conjunto de confissões aceitas por todos). Qualquer um, a qualquer momento, pode proclamar-se um presbítero junto com uma nova comunidade e assim fundar sua denominação. As denominações são absolutamente independentes entre si. Não precisam aceitar os mesmos documentos (confissões de fé, catecismos, etc). Toda interpretação é tida como, em princípio, passível de revisão.

Uma outra questão ajuda a ver isso. Lutero e Calvino defenderam vigorosamente o Batismo de bebês, que os anabatistas rejeitavam; mais tarde, os batistas e outros grupos adotaram a interpretação anabatista e hoje ela é a mais comum. John Gill, um dos maiores teólogos batistas de todos os tempos, chamou o Batismo infantil de "pilar e fundamento do Papado", uma heresia que precisava ser extirpada urgentemente [1]. Quer dizer então que a Igreja inteira, desde as primeiras gerações dos Padres da Igreja, permaneceu em erro essencial sobre o sacramento, e isso sem que ninguém aparecesse, por séculos, para protestar contra essa situação! O absurdo é tão grande que o próprio Martinho Lutero fez notar, em seu Catecismo Maior, que a negação do Batismo infantil era equivalente a negar o artigo do Credo que diz: Creio na Igreja [2].

E quanto à presença real de Cristo na Eucaristia? Lutero defendeu essa doutrina com enorme insistência, mas Zwínglio a negou (e com ele a maioria dos evangélicos modernos). Calvino traçou uma doutrina intermediária, mas chamou o sacramento luterano de "ídolo". Novamente, o que para uns é sagrado e essencial, para outros é um ato de idolatria.

Outra divisão é que algumas igrejas protestantes celebram um culto litúrgico como o dos católicos e ortodoxos, com imagens, sinos, vestes litúrgicas, velas, etc. O próprio Lutero manteve as coisas assim. De outro lado, um grande número de igrejas mantém uma filosofia de culto oposta. Rejeitam qualquer uso de orações não-espontâneas, cerimônias, velas, imagens, sinos, etc. Muitas adotam música de estilo moderna, com baterias e guitarras. O abismo é tão grande que os membros de uma igreja batista, geralmente, não suportariam passar cinco minutos em uma liturgia luterana tradicional! O que para uns é sagrado e correto, para outros é superstição e cerimonialismo vazio.

A soma de denominações protestantes - mesmo tomando-se somente as mais tradicionais - não compartilha uma só "filosofia de culto". Não tem uma só lex orandi. Enquanto isso, as liturgias tradicionais desenvolveram-se organicamente desde os primórdios e representam a verdadeira universalidade da Igreja.

Outro tipo de divergência entre os protestantes é nas questões de soteriologia (doutrina da salvação). Muitos calvinistas fazem de certos pontos de sua doutrina a própria essência do Evangelho, como, por exemplo, a doutrina da perseverança dos santos, segundo a qual todos os verdadeiros crentes perseverarão e aqueles que caem nunca chegaram a crer verdadeiramente. Se isso é um ponto essencial de doutrina, então é forçoso admitir que o Evangelho teve sua pregação prejudicada pela heresia desde as primeiras gerações até a Reforma [3]. O próprio Lutero não admitia esse ponto, e com ele os luteranos e arminianos.

Aqui só estou fornecendo alguns exemplos. Na obra História das Variações das Igrejas Protestantes (esse livro teve um impacto muito grande na minha conversão), o bispo francês Bossuet descreve as idas e vindas do protestantismo até sua época (século XVII) e, ao mesmo tempo, corrige as más interpretações da doutrina católica. Hoje precisaríamos escrever uma obra maior para abranger as variações atuais.

Não estou dizendo que algum testemunho claro da Bíblia possa ser ignorado em prol da continuidade histórica. É óbvio que eu passei pelas diversas questões disputadas - quer as orações pelos mortos, ou a justificação, a expiação ilimitada ou o sacrifício eucarístico, etc - e procurei entender os argumentos bíblicos de ambos os lados. Não acredito que a Bíblia seja um livro enigmático e obscuro, cujo conteúdo só chega a nós pela Igreja. Se eu abracei a tradição católica, é porque consegui enxergar sua coerência com as Escrituras. O problema é que muitos não querem ver a subjetividade e sectarismo de suas interpretações.

Também não quero dizer que não existam divergências doutrinárias entre católicos. Muitas vezes nós temos até disputas e controvérsias difíceis também. A diferença é que, se há uma Igreja visível, as controvérsias não podem servir para separá-la e cada um ir pelo seu caminho. Por exemplo, duas escolas teológicas católicas discutem sobre a predestinação: os tomistas e molinistas. Mas eles continuam frequentando os mesmos sacramentos, estando debaixo do mesmo governo eclesiástico, e tendo que aceitar que o outro lado também é plenamente cristão. Se, eventualmente, a Igreja manifestar-se sobre o assunto em um Concílio Ecumênico ou algo assim, aí sim, a questão seria resolvida definitivamente.

Essa visão da Igreja corresponde exatamente ao que Sto. Agostinho descreve em uma controvérsia de seu tempo:

(...) dentro da Igreja diferentes homens tiveram opiniões divergentes sobre a questão [do Batismo ministrado por hereges], sem violar a paz, até que um claro e simples decreto fosse passado por um Concílio universal... Pois naquele tempo, antes do consenso de toda a Igreja ter declarado autoritativamente, pelo decreto de um Concílio plenário, qual a prática a ser seguida nessa matéria, pareceu a ele [Cipriano], de comum acordo com cerca de oitenta irmãos bispos das igrejas africanas, que todo homem que tinha sido batizado fora da comunhão da Igreja Católica deveria, ao juntar-se à Igreja, ser batizado novamente (Sobre o batismo, I, 18).

Perceba que Agostinho distingue dois momentos: antes e depois da Igreja ter-se manifestado definitivamente. Ele vai empregar a mesma linguagem para falar de outras controvérsias. Isso quer dizer que nem tudo é passível de revisão. Na verdade, há uma dupla garantia aí: primeiro, que a unidade não precisa ser quebrada quando a Igreja não se manifestou definitivamente (essa é uma garantia de pluralidade); segundo, que a manifestação definitiva da Igreja deixa claro para todos que o assunto não pode mais ser discutido.

É claro que isso só faz sentido se houver uma Igreja visível [4], mas é exatamente assim que os Padres viam aquela Igreja una, santa, católica e apostólica do Credo Niceno. É por isso que a sucessão apostólica é tão importante, porque é um elo físico de continuidade histórica da comunidade. Essa é a visão da Igreja que inspirou S. Irineu, escrevendo no século II:

Este dom [da verdade] de Deus foi confiado à Igreja, como o sopro de vida inspirado na obra modelada, para que sejam vivificados todos os membros que o recebem. É nela também que foi depositada a comunhão com o Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor de incorrupção, confirmação da nossa fé e escada para subir a Deus. Com efeito, "Deus estabeleceu Apóstolos, Profetas e Doutores na Igreja", e todas as outras obras do Espírito, das quais não participam todos os que não acorrem à Igreja, privando-se a si mesmos da vida, por causa de suas falsas doutrinas e péssima conduta. Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus, e onde está o Espírito de Deus ali está a Igreja e toda a graça. E o Espírito é Verdade. Por isso os que se afastam dele e não se alimentam para a vida aos seios da Mãe, não recebem nada da fonte puríssima que procede do corpo de Cristo, mas cavam para si buracos na terra como cisternas fendidas e bebem a água pútrida de lamaçal; fogem da Igreja por medo de serem desmascarados e rejeitam o Espírito para não serem instruídos (Contra as heresias, III, 24). 

Eis por que se devem escutar os presbíteros que estão na Igreja, e que são os sucessores dos Apóstolos, como o demonstramos, e que com a sucessão no episcopado receberam o carisma seguro da verdade segundo o beneplácito do Pai. Quanto a todos os outros que separam-se da sucessão principal e em qualquer lugar que se reúnam, devem ser vistos com desconfiança, como hereges e de má fé, como cismáticos cheios de orgulho e de suficiência, ou ainda, como hipócritas que fazem isso à procura de lucro e de vanglória (IV, 26). 

A verdadeira gnose [conhecimento] é a doutrina dos apóstolos, é a antiga difusão da Igreja em todo o mundo, é o caráter distintivo do Corpo de Cristo que consiste na sucessão dos bispos aos quais foi confiada a Igreja em qualquer lugar ela esteja; é a conservação fiel das Escrituras que chegou até nós, a explicação integral dela, sem acréscimos ou subtrações, a leitura isenta de fraude e em plena conformidade com as Escrituras, explicação correta, harmoniosa, isenta de perigos ou de blasfêmias e, mais importante, é o dom da caridade, mais precioso do que a gnose, mais glorioso do que a profecia, superior a todos os outros carismas (IV, 33, 8).

Isso lembra muito a descrição que S. Paulo faz da Igreja em Efésios, capítulo 4: a Igreja como um corpo crescendo de forma harmoniosa, guiada pelo Espírito. Isso não significa infalibilidade de congregações individuais, e muito menos que todos serão perfeitos o tempo todo. As igrejas locais tem seus defeitos. A questão é que toda a Igreja, Corpo de Cristo, é um organismo visível instituído pelo Senhor. Isso faz toda a diferença. Porque uma mera soma de denominações protestantes não é um "corpo", logo não é a Igreja de Cristo.

Como o protestantismo tem uma eclesiologia deficiente, você vê, em uma mesma cidade ou localidade, dezenas de denominações. Cada uma absolutamente independente da outra. A unidade da Igreja deve manifestar-se pela comunhão eucarística e sacramental, pela concórdia dos Bispos e dos fiéis. Um só governo, uma só fé. O sistema denominacionalista falha completamente.

A fragmentação da fé

A origem dos problemas do protestantismo é, a meu ver, sua natureza derivada de esforços individuais. Uma vez que há a possibilidade de rever tudo, o cristão tende a focar sempre no ponto em que ele tem maior compreensão ou vê maior urgência, deixando de lado (ou negando) aquilo que ele não compreende. Veja este exemplo: os reformadores enfatizaram a devoção a Cristo porque compreenderam corretamente que Sua Pessoa deve estar no centro de tudo, mas tiraram daí a conclusão errada de que invocar a intercessão dos santos é idolatria. Provavelmente eles viram muitos cristãos mornos, que gostavam de encher as relíquias dos santos de flores, enquanto aprendiam pouco sobre Cristo. Nossa devoção deve ser "cristocêntrica" - este é o lado positivo do protesto. Mas daí vem o lado negativo: então devemos negar tudo aquilo que se falou na tradição sobre os santos serem nossos intercessores no Céu [5], denunciando como idolatria.

Um dos elementos típicos do evangelicalismo é a ênfase na necessidade de conversão pessoal. Por isso mesmo, muitos rejeitam a eficácia dos sacramentos. Eles compreenderam corretamente que devemos viver a conversão pessoal, e viram muitos cristãos que frequentavam os sacramentos (sem as disposições necessárias) e confiavam que isso era suficiente. Daí tiraram a conclusão errada de que, para enfatizar a conversão pessoal, é melhor rebaixar os sacramentos a meros símbolos. A tradição católica prega uma coisa sem negar a outra. Como o protestante tende a focar em esforços individuais (seus ou de alguns poucos líderes), prossegue fragmentando a fé.

Desse modo, o pietista dirá que a ênfase na conversão pessoal deve passar por cima também da doutrina. Isso porque ele viu cristãos que conheciam bem a teologia, e envolviam-se em disputas teológicas, mas não mudavam de vida. Então ele tirará a conclusão errada de que a doutrina é um empecilho. E assim com várias outras ênfases que caracterizam as denominações.

Em outras palavras, o protestantismo vai sempre enfatizar (muitas vezes corretamente) um aspecto da fé cristã; porém em detrimento de outros aspectos igualmente válidos, mas que ele ignora ou não compreende bem. O remédio mais eficaz para essa situação é justamente voltar à vivência da tradição da Igreja, onde há um patrimônio comum da fé que não pode ser reduzido. Mas isso é deixar o protestantismo, pelo menos em suas formas mais comuns (alguns grupos de anglo-católicos e luteranos tradicionais constituem uma possível exceção aqui).

Conclusão

Deixei o protestantismo porque ele não pode ser aquele organismo fundado por Cristo e descrito nas páginas da Bíblia Sagrada, e porque ele não prega "todo o conselho de Deus" (At. 20:27) - a plenitude da tradição apostólica. É preciso ir além da mera soma ou disputa de denominações e interpretações diferentes. Já tive muitas dúvidas com relação a questões que os protestantes contestam na doutrina católica. Eventualmente, eu percebi que não posso compreender perfeitamente tudo e resolver todas as disputas teológicas da história do cristianismo! Será que Deus espera que todos os cristãos saibam resolver ponto por ponto dessas disputas, em todos os seus detalhes (incluindo aí as disputas entre protestantes)? Eu creio que a tradição católica traz respostas razoáveis e muitas vezes claramente superiores.

Por tudo isso, decidi voltar à Igreja. Isso exigiu confiança. Não é confiança em homens falhos, mas em que Deus tem guiado Sua Igreja. Isso acrescenta uma outra dimensão à fé, com a qual o protestante não está acostumado. Assim como descobrir as riquezas da Missa, dos sacramentos e da espiritualidade católica e da doutrina, tudo isto tem sido uma aventura bastante inspiradora - mas somente quando entramos neste edifício com fé.

Neste artigo eu apenas resumi um dos aspectos da minha jornada. Existem outros pontos importantes no diálogo entre católicos e protestantes que eu gostaria de trazer à luz, mas farei isso em outra oportunidade.

Notas:

1. Desde os primeiros tempos do cristianismo, a unidade da Igreja era manifestada pela recepção comum de “um só Batismo” (Ef. 4.5). A posição dos batistas e outros evangélicos faz com que eles tenham que rebatizar presbiterianos e luteranos já batizados na infância. Então o sacramento perde também o sentido de “entrada na Igreja”.

2. “Que o Batismo das crianças é agradável a Cristo é suficientemente provado de Sua própria obra, ou seja, que Deus santifica tantos desses que foram batizados assim, e deu-lhes o Espírito Santo; e que há ainda hoje muitos nos quais percebemos que possuem o Espírito Santo tanto por sua doutrina quanto por suas vidas... Mas se Deus não aceitasse o batismo infantil... durante todo esse longo tempo, até os nossos dias, nenhum homem sobre a terra poderia ser cristão. Ora, se Deus confirma o Batismo pelos dons do Espírito Santo, como é plenamente perceptível em alguns dos Padres da Igreja, como em S. Bernardo, Gerson, John Huss, e outros, os quais foram batizados na infância, e se a Santa Igreja Cristã não pode perecer, até o fim do mundo, eles devem admitir que esse batismo infantil é agradável a Deus. Porque Ele não poderia fazer oposição a Si mesmo, ou patrocinar a falsidade e iniquidade, ou por sua promoção comunicar Sua graça e Espírito. Essa é, na verdade, a melhor e mais forte das provas para os simples e iletrados. Pois eles não tirarão de nós, ou subverterão, este artigo: Eu creio na Santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos” (Catecismo Maior de Martinho Lutero).

3. Não quero dizer com isso que o teste histórico é o único que interessou-me. Procurei entender questões como a perseverança dos santos a partir da Bíblia e, mesmo como protestante, já estava rejeitando a noção. Mas aqui pretendo mostrar que existem suficientes razões para rejeitar essa abordagem da sola scriptura, como se nós pudéssemos avaliar ponto por ponto da teologia e desenhar nosso próprio sistema teológico (isto é, independentemente da autoridade da Igreja).

4. Muitos protestantes admitem que há uma Igreja visível, mas a definem como uma mera soma de denominações. Essa definição é inaceitável pelas razões que tenho apresentado.

5. A Igreja ensina que podemos e devemos orar diretamente a Deus, mas que também é um privilégio poder pedir a intercessão das almas que já gozam da presença de Deus no Céu. Agostinho explica a questão assim: “É verdade que os cristãos prestam homenagem religiosa à memória dos mártires, tanto para excitar-nos a imitá-los quanto para obter uma participação em seus méritos e a assistência de suas orações. (...) O que é propriamente adoração divina, que os gregos chamam 'latria', e para o qual não temos uma palavra em latim, tanto na doutrina quanto na prática, prestamos somente a Deus” (Contra Fausto, XX).


terça-feira

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA



 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


Ex-Protestante: Eu Odiava Maria, e foi justamente ela, e seu Filho, que me convenceu que a Igreja verdadeira é a Católica 

Não faz mais que alguns meses desde que me “tornei católica”. Apesar de não gostar muito de usar este termo. Eu nasci em uma família protestante, cresci sob os ensinamentos do protestantismo e muitos de meus valores, não só espirituais como também humanos, dali se formaram. E não, eu não estava me sentindo insatisfeita no protestantismo ao tomar a decisão de “tornar-me católica”. A primeira questão que ecoa na mente das pessoas ao ouvirem sobre minha mudança – pelo menos é a primeira que, em especial aqueles que não têm a fé católica, sempre me perguntam – e “por que então dar as costas à fé que sempre fora sua base e repentinamente abraçar uma crença que sempre esteve fora de sua realidade?”. A resposta para tal pergunta? Sinceramente eu ainda não sei ao certo, mas é algo que vai além de mim mesma. É próprio do homem querer justificativas palpáveis, isto é, temos dificuldades em explicar a nossa fé por nossa própria fé, mas tendemos sempre a nos prender a fatos. E o início de minha conversão foi marcado por fatos extraordinários!

Sou natural da cidade de Contagem, mas há um tempo mudei-me para a cidade de Ipatinga, onde moro com uma amiga, por sinal, católica. E eu era cercada de amigos católicos, que a propósito não me chamavam para ir à missa ou a grupos de oração, mas que me impressionavam, tendo em vista minha mentalidade protestante, com a vida espiritual exemplar que levavam. Isso não mudava meu pensamento: eu ainda pregava e vivia o protestantismo. Durante uma época de minha vida, eu estava me sentindo sozinha; os problemas vinham aos montes, me via sem saída ou motivos sequer para sorrir e isso estava refletindo até mesmo na minha saúde física. Certa noite, a garota que mora comigo estava indo ao grupo de oração jovem e eu pedi para ir com ela. Vendo o mover do Espírito Santo naqueles jovens, fiquei... SURPRESA! A Renovação Carismática era algo que fugia totalmente da imagem até mesmo preconceituosa que eu tinha da Igreja Católica.

Ao chegar em casa, fui me deitar. Durante a madrugada, acordei passando muito mal. E, naquele instante todas as preocupações e problemas pelos quais eu passava naquele momento vieram à mente e eu chorava muito! Decidi ir à cozinha procurar por um remédio, mas, antes que eu o pegasse, fui distraída por um terço que estava sobre a mesa. Sinceramente, não sei ao certo o porquê de ter tomado tal atitude, mas ao invés de seguir para a cozinha, eu simplesmente peguei o tal terço e voltei para a cama. Naquele momento eu me sentia o pior dos seres humanos, estava arrasada e sem forças até mesmo para dirigir-me a Deus. Foi quando me lembrei de algo que me disseram quando eu era garota: “A Mãe de Jesus ora pela gente junto de Deus, e nos ama muito!”. Claro que, naquela época aquelas palavras não tinham pra mim sentido algum, mas naquele momento me impeliam a pedir a ajuda daquela Mulher.

Assim, eu segurava o terço em minhas mãos com toda a força que eu tinha e, em pensamento, dizia: “Maria, eu não sei como orar pra Senhora. Pra dizer a verdade eu nem sei se eu deveria orar pra Senhora! Mas uma vez me disseram que me amava e que sua intercessão tinha poder. Se isso for mesmo verdade, me ajuda, pois eu não tenho mais ninguém a quem recorrer.” Nesse instante, uma luz tomou o lugar onde eu estava deitada. Não uma luz ofuscante, mas uma luz serena, que me acalmava. Envolta por essa luz, voltei a adormecer. Adormeci no colo de Nossa Senhora, um colo de Mãe, que eu não tinha desde que a minha mãe terrena se fora para junto ao Pai Celeste.

Ao acordar, eu não sentia mais dores, meu espírito não mais estava aflito como antes e lembro-me de ter pensado que tudo fora um sonho. Entretanto, percebi que ainda segurava em minha mão aquele terço, o que comprovava que eu realmente tinha vivido algo sobrenatural naquela madrugada. Durante todo o dia meditei sobre o que havia acontecido. E eu NÃO QUERIA MESMO acreditar no que ocorreu.

Por ser um domingo, ao chegar a noite, fui ao culto de minha antiga igreja. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que eu não mais me encaixava ali, que ali não era mais meu lugar. Ao sair da igreja, liguei para um de meus muitos amigos católicos (que, por sinal, escolhi para ser meu padrinho) e contei-lhe o que me havia acontecido. Ele ficara maravilhado e naquele instante eu percebi a dimensão do milagre que estava acontecendo em minha vida.

Durante certo período, silenciei-me e não compartilhei o que estava acontecendo com mais ninguém – católico ou evangélico. Creio que, desde ali a Santíssima Mãe já me ensinava a ser um pouco como Ela. Costumo dizer que eu tentei não ser católica. Procurava de toda forma alguma justificativa, algo que tirasse essa ideia maluca da cabeça: li os livros que estavam na Bíblia Católica e que a protestante não continha, estudei através da liturgia, do catecismo, de documentos da Igreja, procurei direcionamento com um pastor e depois com um padre... Tudo a procura de uma “falha” ou algo que pudesse me fazer mudar de ideia. E concluí que, quanto mais eu conhecia da Santa Igreja, mais eu me encantava. Depois de muito lutar contra isso, um dia eu disse, com profundo amor e imensa alegria: EU SOU MESMO CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA!

Meu período pós-conversão foi também – como está sendo até hoje – bem conturbado. Enfrentar críticas, preconceitos e pré-julgamentos daqueles que você mais ama, não é lá uma tarefa muito fácil. Mas pela Graça Divina e pela Intercessão Misericordiosa de Nossa Senhora, tenho vencido! As pessoas, ou grande maioria delas, acreditam hoje na minha real conversão, pararam de dizer que “a Maynara desviou, saiu da igreja ou deve estar levando uma vida errada”. Quanto àquelas que ainda têm esse pensamento, eu rezo por elas. E, através de meu testemunho, percebo que Deus tem renovado vidas, avivado a fé de muitas pessoas! Espero que a vida de você que lê esse texto seja também tocada. Porque a ciência disso vale a pena qualquer adversidade pela qual eu passe.


TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA

 



TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


Ex-Assembleia de Deus: Depois de um Longo e Fervoroso Debate com um Padre, me tornei Católica de Verdade

Minha conversão foi um longo processo, mas se acelerou quando meu filho tinha um ano. Desde minha entrada na UFRJ, com quinze anos, recém-crismada, comecei a conviver com pseudo-intelectuais – querendo me tornar um deles. Aos dezessete anos, conheci meu ex-noivo, materialista ateu, que me deu Nietzsche e Freud para ler. Tenho um primo que é psicanalista e estudioso de filosofia, que me explicava como o ser humano precisa da idéia de Deus, do sobrenatural. Ele dizia que o homem é que “cria” Deus, e eu acreditei. Sentia-me “superior” por não acreditar naquela “baboseira” de religião. Sentia-me “livre”. Naquela época, eu li meia dúzia de livros e pensei que sabia tudo; conheci dezessete pessoas e pensei que conhecia o mundo.

Assim foi a minha juventude, estudando, trabalhando, fazendo pesquisa na Universidade, muita festa, muita bebida, muita night... Uma típica jovem “do mundo”. Fumava um maço de cigarros por dia, mais ou menos. Nem meu pai nem minha mãe fumam, eu comecei a fumar só de rebeldia mesmo, eu nem gostava tanto assim no início... Em 1998, engravidei, o que me fez deixar de fumar. A idéia de ser responsável por mais alguém... Eu me compenetrei e passei a tentar dormir melhor, comer melhor... Meu então “ficante”, hoje meu marido, Alexandre, sugeriu que tentássemos morar juntos, pelo bebê. Atordoada, sem saber muito o que fazer, aceitei, afinal, estávamos apaixonados...

Durante a gestação foi tudo muito bem, estávamos unidos pela expectativa. Quando o bebê nasceu, e as responsabilidades começaram, as coisas começaram a ir mal. Mal nos conhecíamos! Éramos completamente diferentes, e as dificuldades começaram a nos afastar. O relacionamento entrou em crise, tínhamos problemas financeiros e eu só pensava em ganhar dinheiro, achava que assim tudo se resolveria. Com isso, acumulava trabalho, cheguei a ter quatro empregos ao mesmo tempo (como professora de Inglês), e dava aulas particulares para executivos, in-company.

Chegamos então a 1999. Por conta das aulas particulares, andava muito pelo centro do Rio. Estava andando em uma manhã supermovimentada, olhando para baixo (mania que tenho), quando senti que uma pessoa se aproximou de mim e disse quase no meu ouvido, em voz baixa: "Deus te ama e Alexandre também". Olhei para cima e já não vi mais a pessoa, sumiu na multidão, não vi seu rosto... O que me chamou mais a atenção foi ela ter dito o nome do meu marido... Se ela tivesse dito somente "Deus te ama", eu acharia que era um "pregador" desses que fica nas ruas do centro com a Bíblia na mão, eles têm o hábito de dizer isso para todos que passam... Mas essa pessoa sabia o nome do meu marido! Isso também me fez pensar nosso relacionamento e eu redescobri os motivos pelos quais me apaixonei por Alexandre. Até hoje não sei quem nem como, não tenho explicação para isso... Na época fiquei intrigada, e peguei minha Bíblia, que há muito não abria, e comecei a ler...

Isso precipitou uma busca que me levou à Assembléia de Deus, levada por uma amiga, com a bênção de mamãe. Depois, por não me adaptar aos excessos pentecostais da AD, passei à Igreja Batista e depois à Igreja Pentecostal de Nova Vida, sendo que nessa última, quase me re-batizei (2004), mas no dia marcado caiu um dilúvio como não se via há anos no Rio... Não fui e o pastor achou melhor eu orar mais para discernir melhor... Homem sábio!

Eu via muitas coisas que achava erradas nas denominações por onde passei, e comecei a questionar (o que fez com que eu não fosse muito bem vista). Quando obtinha respostas, estas não me satisfaziam... Eu achava que a visão de Deus deles era muito dura, dava mais medo do que inspirava amor, ou seja, não condizia com o Deus misericordioso que eu lia no evangelho... Não me sentia bem nos cultos e começava a faltar um, ir a outro, faltar dois... No entanto, ainda me dizia protestante, mas já estava “desviada”, como se diz no meio evangélico.

No ano de 2005, eu estudava espanhol e entrava em uma sala de bate-papo do Yahoo para praticar... Conheci então um senhor católico, americano, que tinha morado na Venezuela. Gostava muito de conversar com ele, pois tinha um jeito calmo, sereno de falar de Deus, um Deus que perdoava, um Deus que amava... Respondeu todas as minhas dúvidas sobre imagens, Maria, etc, aquelas mesmas perguntas que todo protestante tem, as mesmas objeções... Ele tinha muito conhecimento e suas respostas iam colocando por terra a minha resistência... Ele falava e no fim da nossa conversa ele me convidava a procurar uma Igreja Católica e me confessar, participar da missa... Todo dia ele me fazia esse convite e eu sempre “enrolava” e resistia:

"Eu me confesso direto com Deus..."

"Eu não tenho mais jeito, já tenho lugar marcado no inferno..."

"É capaz de um dia eu ir, só pra você parar de me encher...”

No fim de 2005, ele me contou o que fazia: Era padre, exercia seu ministério em um presídio do Texas de presos considerados de alta periculosidade... (eu imediatamente imaginei o que seria alguém ouvir confissão de traficantes, assassinos, estupradores)... E então ele me contou histórias de conversão de alguns dos presos, o que me fez pensar: “ESSE SIM É O DEUS AMOR!” (Como serzinho egoísta, pensei logo: se tem jeito para eles... tem para mim também!) Abri minha Bíblia a esmo e li:

“É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi/ que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses./ Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim./ Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim./ Eu sou o Senhor, sem rival; formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade./ Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas.” (Is 45, 4-7)

Nesse mesmo dia, com a certeza de ser amada por Deus, fui até a paróquia que freqüento hoje, e o pároco estava de férias, então me levaram para falar com o padre que estava substituindo... Padre Rogério, que está sempre nas minhas orações, também é ex-protestante - eu só soube depois - e acabou de vez com qualquer dúvida que eu pudesse ainda ter. Não pôde, no entanto, ouvir minha confissão, porque faltava eu regularizar minha situação conjugal, pois estava vivendo em união estável... Fiquei meio triste na hora, mas eu já estava apaixonada pela idéia desse Deus que ama e acolhe, uma vez que você esteja arrependido e queira mudar. Resultado: Em fevereiro de 2006 dei entrada nos papéis, em 07 de abril de 2006 (no meio da quaresma, sem uma florzinha, para vocês verem minha pressa) nos casamos. Nosso filhote levou as alianças.

Perto da páscoa, eu não encontrava nenhum padre com tempo para ouvir a confissão de uma criatura que carregava dezesseis anos de pecados nas costas, até que numa lista de emails de universitários católicos em que eu tinha me inscrito, um padre jesuíta se ofereceu para me ouvir em confissão. Fui ao encontro dele, que ficou comigo a manhã inteira... E eu descobri que Deus tem senso de humor: Esse padre usa um aparelho de surdez que estava meio desregulado... Ora, quando o pecado é muito – digamos - “sinistro”, a gente morre de vergonha, não é? Então eu ia abaixando a voz... Daí ele ficava: “hein? hein?” e eu tinha que repetir meus piores podres em voz alta, quase gritando, uma, duas, três vezes... Eu chorava e falava, chorava e falava... Ter que ouvir aquilo tudo em voz alta me fazia ter repulsa daquilo tudo, nojo mesmo. Foi um momento bastante forte. Mas saí de lá leve, me sentindo outra pessoa.

Comungar depois de tanto tempo foi uma experiência incrível. Eu só chorava e agradecia, meu marido diz que eu parecia um disco arranhado: ajoelhada e chorando só repetia uma única palavra: "obrigada, obrigada, obrigada, obrigada..." Eu não lembro bem de ter dito nada, só lembro como me senti.

Meu marido e meu filho (que já estavam freqüentando as missas dominicais comigo desde dezembro de 2005) logo quiseram experimentar a mesma alegria: Alexandre inscreveu-se no Catecumenato Crismal, para receber a primeira Eucaristia e a confirmação; Meu filho, Matheus, iniciou a preparação para o batismo / primeira comunhão. Para Matheus, foi uma alegria saber que seríamos católicos. Explico: Quando estava na Igreja Batista, todas as vezes que íamos ao culto, tínhamos que passar em frente da praça central do bairro, onde está nossa paróquia. Meu filho apontava e dizia “mãe, quero ir nessa, não quero ir ao culto”. Eu desconversava. Quando ele participou de sua primeira missa, comportou-se incrivelmente bem. Para uma criança de sete anos, eu esperava que ele fosse ficar impaciente, algo assim. No fim da missa, eu achei que tinha que explicar a ele alguma coisa sobre Maria, afinal, eu nunca tinha falado nada sobre ela... Mostrei a imagem de Nossa Senhora da Conceição que fica ao lado do altar, e perguntei: “Você sabe quem é?” Ele me olhou com uma cara de “sabe-tudo” e respondeu: “Claro que eu sei, é minha mãe do céu!” Até hoje não sei como ele descobriu. Eu perguntei “quem te disse?” e recebi como resposta “Ninguém me disse, eu sei.”

Meu marido já recebeu a primeira eucaristia e a confirmação, e meu filho o batismo e a primeira comunhão (2007). Agradeço a Deus a bênção de ter minha família unida na fé.

Quando soube da minha conversão, minha mãe e sua família (todos protestantes) não ficaram muito satisfeitos, fizeram muitas críticas. Atualmente, no entanto, estamos tentando conviver pacificamente. Meu maior desejo é vê-los na Verdadeira Igreja... Deus tem o tempo dele. Eu oro, espero, e vou tentando fazer a minha parte. Ser católico não é fácil, e exatamente isso me dá a certeza de ter escolhido a porta certa, a “estreita”. As dificuldades só me desanimam por instantes; logo encontro de novo a alegria. A cada dia aprendo uma coisa nova, amo cada vez mais meu Deus e minha Igreja e quero compartilhar isso com todos.

Sou grata e louvo a Deus pela vida de todos que intercederam e intercedem por mim, e em especial ao Padre que, em seus momentos de folga, teve a paciência de esclarecer as minhas dúvidas e derrubar minhas objeções. Agora, é progredir; na fé, na caridade, nas virtudes, enfim. Para isso, conto com a Graça de Deus e com a intercessão de Maria Santíssima, bem como com as orações dos meus irmãos de fé.


segunda-feira

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA

 




TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


EX-BATISTA: Professor de História, com 22 anos de Protestantismo, se Converte ao Catolicismo, depois de se aprofundar na História do Cristianismo e da Bíblia

Meu nome é William Bottazzini Rezende, Vivi por cerca de 22 anos (com breves interrupções) submerso em um oceano de confusão protestante. Ao nascer tornei-me cristão através do batismo na Santa Igreja Católica. Contudo, algum tempo depois, ainda sendo carregado no colo, passei a frequentar "cultos" protestantes de uma denominação batista de minha cidade. Ademais, praticamente todos os meus parentes maternos são protestantes. Posso afirmar que era um protestante dedicado. Lia as Sagradas Escrituras com atenção tendo aprendido inclusive o grego e o hebraico, pois em meu íntimo tudo o que eu queria era estar próximo de Nosso Senhor. Todavia, era um aleijado espiritual tentando correr. Por desconhecer a Sagrada Tradição, imaginava poder conhecer Cristo tão somente pela Bíblia. 

Por muitas vezes era impiedoso em palavras no que se referia à Santa Igreja e à Nossa Senhora. Por ter sido guiado por cegos ao longo de toda minha vida, tornei-me cego tal qual os que me conduziam e não enxergava o colossal abismo em que eu estava por precipitar-me. Conforme os anos passavam, tive contato com autores e obras que me despertaram inquietações em questões relativas à minha fé. Os líderes espirituais ao quais estava eu submetido não possuíam "know-how" necessário para apaziguar meu ânimo sedento por explicações que fossem ao menos razoáveis. 

Então comecei a perceber como estava enredado em mentiras e ilusões. Percebi que a "religião" em que fui criado era um misto de sentimentalismo e interpretações distorcidas da Bíblia. Quando me dei conta, pude perceber que o meu "cristianismo particular" não passava de uma mera crendice folclórica desprovida de razão. 

Devo confessar que, por um estranho paradoxo, quando, ainda em meio protestante, comecei a analisar alguns fatos históricos, passei a perceber que a Igreja não era "A Grande Meretriz" como até então havia sido ensinado. Descobri o papel fundamental que a mesma desempenhou na divulgação da Boa-Nova. Ora, tal trabalho evangelizador ao longo dos séculos custou caro à Igreja. Nosso mártires são testemunhos históricos irrefutáveis de tais acontecimentos. Mesmo assim, sofria eu, como muitos, de um orgulho patológico que eu posso denominar como "prostentantite severa", onde adimitir algum acerto da Igreja era um crime hediondo. 

Pois bem, a soma do meu orgulho com a falta de resposta (e as inúmeras contradições) dos "pastores" me levaram a procurar a Verdade em várias denominações e religiões, passando inclusive pelo espiritismo, e, finalmente, caí no ateísmo. Afinal, tornou-me enfadonho a moral protestante que oscila entre o "Puritanismo Absoluto" e o "Liberalismo Total" com muita facilidade. Outro fato que me incomodava era que cada líder protestante se considerava "O Escolhido" e execrava os demais que também se consideravam como tal. Isso para não mencionar os que escolhiam títulos nada humildes para si como "Bispo" ou até mesmo "Apóstolo". O sujeito acorda um belo dia e se denomina "uma autoridade inspirada por Deus". 

Mas, felizmente, percebi que o ateísmo era um outro absurdo e minhas dúvidas persistiam. Até então nunca tinha ouvido um católico expor sua posição religiosa com clareza. Afinal, padecemos de um mal chamado "Católico-não-praticante" que infesta nossa cultura do "tô nem aí". Até que um dia comecei a dar aulas de italiano para um padre de minha cidade (que também é o prior do Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre) : Dom Bento. Aos poucos, Dom Bento (hoje, meu grande amigo pessoal), foi me ajudando a elucidar pontos que para mim permaneciam obscuros. 

Contudo, eu ainda não tinha coragem de fazer perguntas que eu considerava invasivas (como todo protestante, eu queria "tirar satisfações" a respeito das imagens, de Maria ser a Mãe de Deus, da autoridade papal etc.) Foi aí que através de um site de buscas cheguei acidentalmente à Montfort e na parte destinada à Apologética li a resposta do professor Orlando Fedeli a um tal de "Saul". Todas as minhas armas contra a Igreja, eram praticamente as mesmas que "Saul" possuía. Ao terminar, eu não tive outra escolha: humildemente reconheci que estava errado e que tinha sido enganado por toda minha vida. A verdade se descortinou diante dos meus olhos e tudo fez sentido. 

A partir deste momento, passei a amar a Igreja de todo meu coração! Dom Bento, foi meu tutor espiritual e o responsável pela minha profissão de fé e pela minha Primeira Comunhão. Ah como é bom tomar parte no sacrifício da Santa Missa! Aliás, a primeira Missa a que assisti foi celebrada no rito tridentino (este rito é celebrado com frequência no mosteiro de minha cidade). Pela misericórdia de Deus, minha esposa, também ex-protestante, se converteu à verdadeira fé. 

Em relação à Santa Igreja tudo o que posso dizer é: eis a bela noiva e fora dela não há salvação! O Noivo só possui uma única noiva, ora esta é a própria Igreja que herdou toda a tradição dos Apostólos e que foi fundada na Pedra. 

Agradeço profundamente a todos aqueles que contribuíram para minha conversão, em especial a Dom Bento e ao saudoso professor Orlando Fedeli e demais amigos da Montfort. 



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domingo

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA O CATOLICISMO



 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA O CATOLICISMO


Eu Odiava Nossa Senhora, e foi justamente ela, que Intercedeu pela Minha Conversão a Verdadeira Igreja do Filho dela.

Quando eu era protestante, tinha um verdadeiro ódio a Virgem Maria e aos católicos, não podia ver um padre ou uma freira, via neles falsos profetas, e achava que a Virgem Maria conduzia os católicos para o inferno. Também foi isso que me ensinaram desde pequeno. 

Um dia em um ponto de ônibus, na praça Deodoro, aqui em Maceió, encontrei um rapaz, com uma medalha pregada por um broche no bolso da camisa, fui a ele cheio de ironia, no intuito de combater o que pensava eu, ser uma idolatria, e conduzi-lo à minha igreja(...).

Perguntei-lhe o que era aquilo, e ele com muita simplicidade respondeu-me que era a medalha milagrosa e nela tinha o retrato de Nossa Senhora. 

Perguntei-lhe se achava aquilo certo. Seus olhos brilharam e respondeu-me: "Para mim é, pois foi por ela que cheguei a Jesus. 

Eu podia ser um delinquente ou nem mais existir, mas tive a Graça de ser recolhido em uma casa onde a primeira coisa que aprendi foi amar a Imaculada Mãe de Deus e por meio dela amar Jesus".

Este rapaz começou a falar-me da sua vida, tinha sido um menino de rua, hoje é aluno interno do Lar Santo Antônio de Pádua, em Quebrângulo, cidade do interior alagoano. 

Por fim diante daquele testemunho de vida fiquei com uma confusão enorme na cabeça até aquele dia eu achava que a Virgem Maria não levava ninguém a Cristo.

Comecei a observar os católicos praticantes e cada vez mais sentia-me confuso. Como em minha conversa com Antônio Marcos, o rapaz do Lar Santo Antônio, ele convidou-me a ir passar um final de semana no orfanato, fiquei de férias do trabalho, combinei com minha esposa, e fui passar dois dias em Quebrângulo, afim de arejar a cabeça e ver se encontrava resposta às minhas dúvidas. 

Lá procurei o meu amigo, mas todos também eram meus amigos e não deixaram eu ir para o hotel, e em lugar de dois dias passei quinze dias.

Passei a conviver com aquelas crianças e jovens e com eles aprendi a viver o mandamento de Jesus, o "amai-vos uns aos outros", a amar a Virgem Maria. 

A presença de Maria e de Jesus entre eles é muito forte Ali ninguém fala mal de ninguém, rezam muito. Com eles aprendi a crer e amar Jesus na Hóstia. 

Trabalham, estudam brincam, e a paz e alegria que existe naquela comunidade é diferente e contagiante.

Encontrei respostas para minhas dúvidas não com palavras, mas com o exemplo de vida e vidas de crianças e jovens. Ali tornei-me católico aos pés da Virgem. 

Fui orientado a procurar aqui em Maceió um frade capuchinho, chamado Frei Fulgêncio e tê-lo como meu orientador espiritual. 

Saí de um pedaço do céu e fui enviado a um santo. Fiquei encantado com a humildade daquele servo de Deus.

Comecei a fazer parte da Renovação Carismática, o grupo de oração que faço parte é dirigido por Frei Fulgêncio, e os irmãos vivem como os cristãos primitivos.

Quando os irmãos protestantes souberam que tinha me tornado católico e minha esposa também, começaram a nos perseguir, foi aí então que eu vi o erro que vivi mergulhado durante tanto tempo. 

Hoje graças a Deus, eu e minha família estamos vivendo uma experiência nunca vivida com tanta felicidade.

Hoje eu posso dizer que meu Jesus, o meu Salvador não é uma ideologia, pois uma ideologia não tem mãe (esta frase eu aprendi com meus amiguinhos do orfanato).

Mas um ser divino que é Deus e Homem e tem uma Mãe, e por isso somos irmãos e precisamos andar muito unidos. 

Ainda preciso aprender muita coisa da religião católica, estou aprendendo sobre os sacramentos, e estou me preparando para receber a primeira Eucaristia e o sacramento da Confirmação. 

Neste final de semana fui a Quebrângulo, e lá aprendi a rezar o terço contemplando os mistérios da nossa Redenção, como junto aos meus amiguinhos fui esclarecido que o terço é uma oração Bíblica que nos leva ao seio da Santíssima Trindade, e por isso é uma oração que muito agrada a Maria. Deles ganhei um terço e já estou rezando-o, graças a Deus e a Maria.

Para terminar, se esse meu testemunho for publicado, eu peço a todos que lerem que nunca deixem esta Igreja Católica por nenhuma outra, pois só ela é uma em Cristo, e é a única que Cristo se faz presente pela Eucaristia, e a única que como Deus, honra a Virgem Maria e a tem como Mãe...




sábado

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA




 

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO PARA A IGREJA CATÓLICA


Impossível Estudar os Escritos e a História dos Primeiros Cristãos e Continuar Protestante 

Meu nome é A.David Anders, sou Doutor em História. Eu cresci em um lar Protestante. Meus pais eram amorosos e dedicados, sinceros em sua fé, e profundamente envolvidos na nossa igreja. Eles embutiram em mim um respeito pela Bíblia como a Palavra de Deus, e um desejo de uma fé viva em Cristo. Missionários freqüentavam a nossa casa e nos trouxeram seu entusiasmo pelo seu trabalho. As estantes de livros em nossa casa estavam cheias de teologia e apologética. Desde cedo, eu absorvi a noção de que o ponto mais alto possível na vocação era ensinar a fé cristã. Acho que não é nenhuma surpresa que eu me tornei um historiador da Igreja, mas tornar-se um católico era a última coisa que eu esperava. A Igreja da minha família era nominalmente Presbiteriana, mas as diferenças denominacionais significava muito pouco para nós. Eu freqüentemente ouvia que divergências sobre o batismo, ceia do Senhor, ou o governo da igreja não eram importantes, enquanto se acreditava no Evangelho. Por isso, quis dizer que a pessoa deve "nascer de novo", que a salvação é pela fé, e que a Bíblia é a única autoridade para a fé cristã. Nossa igreja apoiou os ministérios de muitas denominações protestantes diferentes, mas o nosso grupo certamente se opunha a Igreja Católica.

O mito de que os protestantes "recuperaram" o Evangelho era forte em nossa igreja. Eu aprendi muito cedo a idolatrar os reformadores protestantes Martinho Lutero e João Calvino, porque supostamente haviam resgatado o Cristianismo e as trevas do catolicismo medieval. Os católicos eram os que confiavam em "boas obras" para levá-los para o céu, que valoravam à tradição ao invés das Escrituras, e que adoravam Maria e os santos em vez de Deus. Sua obsessão com os sacramentos também criou um enorme obstáculo para a verdadeira fé e um relacionamento pessoal com Jesus. Não havia dúvida. Os católicos não eram cristãos verdadeiros.

Nossa igreja era caracterizada por uma espécie de intelectualismo confiante. Presbiterianos tendem a ser bastantes preparados teologicamente, e professores de seminário, apologistas, cientistas e filósofos eram oradores freqüentes em nossas conferências. Foi essa atmosfera intelectual que atraiu o meu pai para a igreja, e suas estantes estavam alinhadas com as obras do reformador João Calvino, e os puritanos Jonathan Edwards, bem como autores mais recentes como BB Warfield, AA Hodge, C.S. Lewis e Francis Schaeffer. Como parte dessa cultura acadêmica, tomamos como certo que a investigação honesta levaria qualquer um a nossa versão da fé cristã.

Todas estas influências deixaram impressões definitivas sobre mim enquanto criança. Eu percebia o cristianismo como um pouco parecido com a física newtoniana. A fé cristã consistia em certas leis eminentemente razoáveis e imutáveis, e você estava garantido a vida eterna, desde que você construísse a sua vida de acordo com esses princípios. Eu também pensei que esta era a mensagem claramente enunciada no livro oficial da teologia cristã: a Bíblia. Somente a confiança irracional na tradição humana ou indiferença depravada poderia explicar o fracasso de alguém para agarrar estas verdades simples.

Havia uma estranha ironia neste ambiente altamente religioso e teológico. Deixávamos claro que era a fé e não as obras que salva. Também confessamos a crença protestante clássica que todas as pessoas são "totalmente depravadas", o que significa que até mesmo os seus melhores esforços morais são intrinsecamente odiosa para Deus e pode merecer nada. No momento em que cheguei no ensino médio, eu juntei essas peças e conclui que a prática religiosa e esforço moral eram mais ou menos irrelevantes para a minha vida. Não é que eu tenha perdido a minha fé. Pelo contrário, eu a absorvi completamente. Eu tinha aceitado a Cristo como meu Salvador e era "nascido de novo." Eu acreditava que a Bíblia era a palavra de Deus. Eu também acreditava que nenhum dos meus trabalhos religiosos ou morais tinham qualquer valor. Então eu parei de praticá-los.

Felizmente, minha indiferença durou apenas alguns anos, e eu tive uma verdadeira reconversão à fé na faculdade. Descobri que a minha necessidade de Deus era mais profunda do que simples "seguro contra incêndio." Eu também conheci uma linda menina com quem eu comecei a ir aos trabalhos protestantes . Jill tinha crescido nominalmente como católica, mas não conseguiu manter-se a prática de sua fé após a confirmação. Juntos, nós nos encontramos crescendo mais profunda na fé protestante, e depois de alguns meses, ambos tornaram-se desiludido com a atmosfera mundana da nossa Universidade de Nova Orleans. Concluiu-se que o Centro-Oeste e a Universidade evangélica Wheaton College iria proporcionar um ambiente mais espiritual, e nós dois fomos transferidos no meio do nosso segundo ano ( Em Janeiro de 1991).

Wheaton College é como um farol para cristãos evangélicos sinceros de várias origens. Protestantes de diversas denominações diferentes estão representados, unidos em seu compromisso com Cristo e na Bíblia. Minha infância me ensinou que a teologia, apologética e evangelismo são a maior vocação do cristão, e eu encontrei-los todos em oferta abundante no Wheaton. Foi aí que pensei pela primeira vez de dedicar minha vida ao estudo da teologia. Foi também em Wheaton que Jill e eu nos tornamos noivos.

Depois de graduados, Jill e eu nos casamos no Trinity Evangelical Divinity School, em Chicago. Meu objetivo era ter uma educação de seminário, e, eventualmente, completar um Ph.D. Eu queria me tornar um daqueles professores de teologia que tinha sido tão admirado na igreja da minha juventude.

Atirei-me no seminário com desprendimento. Eu amei meus cursos de teologia, Escritura, história da Igreja, e eu prosperei na fé, na confiança e no senso de missão que permeava a escola. Eu também abracei sua atmosfera anti-católica. Eu estava lá em 1994, quando o documento "Evangélicos e Católicos Unidos [1]" foi publicado pela primeira vez e a faculdade era quase em sua totalidade hostil a ele. Eles viram qualquer compromisso com os católicos como uma traição da Reforma. Os católicos não eram simplesmente irmãos no Senhor. Eles eram apóstatas.

Eu aceitei as atitudes anti-católicas dos meus professores de seminário, por isso, quando chegou a hora de seguir em frente nos meus estudos, decidi focar em um estudo histórico da Reforma. Eu pensei que não poderia haver uma melhor preparação para atacar a Igreja Católica e ganhar convertidos do que em conhecer profundamente as mentes dos grandes líderes de nossa fé - Martinho Lutero e João Calvino. Eu também queria entender toda a história do cristianismo para que eu pudesse colocar a Reforma no contexto. Eu queria ser capaz de mostrar como a igreja medieval tinha deixado a verdadeira fé e como os reformadores tinha recuperado-o. Para este fim, comecei meu Ph.D. em estudos de teologia histórica na Universidade de Iowa. Eu nunca imaginei que a história da Reforma da Igreja iria fazer com que eu me tornasse me um Católico.

Antes que eu começasse meus estudos em Iowa, Jill e eu testemunhamos o nascimento do nosso primeiro filho, um menino. Seu irmão nasceu há menos de dois anos depois, e uma irmã chegou antes de sairmos Iowa (agora temos cinco filhos). Minha esposa estava muito ocupada cuidando destas crianças, enquanto eu me comprometi quase inteiramente com meus estudos. Vejo hoje que eu passei muito tempo na biblioteca e não tempo suficiente com a minha esposa, meus filhos pequenos e minha filha. Eu acho que justifiquei essa negligência por confiar no meu senso de missão. Eu tinha uma vocação - testemunhar a fé através do estudo teológico - e uma visão intelectual da fé cristã e meu dever cristão. Para os cristãos evangélicos, o que se acredita é mais importante do que o que se vive. Eu estava aprendendo a defender e promover essas crenças. O que poderia ser mais importante?

Eu comecei meus estudos doutorais em setembro de 1995. Fiz cursei vários cursos: Igreja Primitiva, Medieval e história da Reforma da Igreja. Eu li os Padres da Igreja, os teólogos escolásticos, e os reformadores protestantes. Em cada etapa, tentei relacionar teólogos posteriores para os anteriores, e todos eles com as Escrituras. Eu tinha um objetivo de justificar a Reforma e isso significava, acima de tudo, investigar a doutrina da "justificação pela fé." Para os protestantes, esta é a doutrina mais importante a ser "recuperada" pela Reforma.

Os reformadores tinham insistido que eles estavam seguindo a Igreja Primitiva ao ensinar o "somente pela fé" e como prova apontou para os escritos do Padre da Igreja Agostinho de Hipona (354-430). Meus professores de seminário também apontaram para Agostinho como a fonte originária da teologia protestante. A razão para isso era interesse de Agostinho nas doutrinas do pecado original, graça e justificação. Ele foi o primeiro dos Padres para tentar uma explicação sistemática desses temas paulinos. Ele também chamou atenção para um nítido contraste entre "obras" e "fé" ( cf. sua On the Spirit and the Letter, 412 dC). Ironicamente, foi a minha investigação desta doutrina e de Santo Agostinho, que fez com que eu começasse a minha viagem para a Igreja Católica.

Minha primeira dificuldade surgiu quando comecei a entender o que realmente Agostinho ensinou sobre a salvação. Em poucas palavras, Agostinho rejeitou a "Sola Fide”. É verdade que ele tinha um grande respeito pela fé e graça, mas viu estes principalmente como fonte de nossas boas obras. Agostinho ensinou que nós literalmente "merecemos” vida eterna quando nossas vidas são transformadas pela graça. Isto é completamente diferente da do ponto de vista protestante.

As implicações da minha descoberta foram profundas. Eu sabia o suficiente pelos meus dias de faculdade e seminário para entender que Agostinho ensinava nada menos que a doutrina católica romana da justificação. Eu decidi passar para Padres anteriores da Igreja em minha busca pela "fé pura" da antiguidade cristã. Infelizmente, os Padres da Igreja anteriores ajudavam menos do que Agostinho.

Agostinho tinha vindo da língua Latina do norte da África. Outros vieram de Ásia Menor, Palestina, Síria, Roma, Gália, e no Egito. Eles representavam diferentes culturas, falavam diferentes línguas , e foram associados a diferentes apóstolos. Eu pensei que seria possível que alguns deles podem ter entendido mal o Evangelho, mas parecia improvável que todos iriam ser confundidos. A verdadeira fé tinha de ser representada por algum lugar do mundo antigo. O único problema era que eu não poderia encontrá-lo. Não importa para onde eu olhava, em qualquer continente, em qualquer século, os Padres concordavam: a salvação vem por meio da transformação da vida moral e não somente pela fé. Eles também ensinaram que essa transformação começa e é alimentada nos sacramentos, e não através de alguma experiência de conversão individual.

Nesta fase da minha jornada eu estava ansioso para continuar a ser um protestante. Toda a minha vida, casamento, família e carreira estavam ligados ao protestantismo. As minhas descobertas na história da Igreja eram uma enorme ameaça para a minha identidade, então eu foquei para estudos bíblicos que proporcionassem conforto e ajuda. Eu pensei que se eu pudesse ser absolutamente confiante nos recurso dos reformadores com as Escrituras, então eu basicamente poderia demitir 1500 anos de história cristã. Evitei a erudição católica, ou livros que eu achava que tinham a intenção de minar a minha fé, e preferi me concentrar no que eu achava que eram as obras protestantes mais objetivas, históricas e também de erudição bíblica. Eu estava procurando por uma prova sólida de que os reformadores estavam certos em sua compreensão de Paulo. O que eu não sabia era que o melhor erudito protestante do século XX já havia rejeitado a leitura de Lutero da Bíblia.

Lutero baseou toda a sua rejeição a Igreja sobre as palavras de Paulo: "Uma pessoa é justificado pela fé, independentemente das obras da lei" (Romanos 3: 28). Lutero assumiu que este contraste entre "fé" e "obras" significava que não havia papel para a moralidade no processo de salvação (de acordo com a visão tradicional protestante, o comportamento moral é uma resposta para a salvação, mas não um fator contribuinte). Eu tinha aprendido que os primeiros Padres da Igreja rejeitaram essa visão. Agora eu tinha encontrado toda uma gama de estudiosos protestantes que também estavam dispostos a testemunhar que isso não era o que Paulo queria dizer.

Os Padres da Igreja do século II acreditavam que Paulo havia rejeitado a relevância somente da lei judaica para a salvação ("obras da lei" = lei mosaica). Eles viram a fé como a entrada para a vida da Igreja, dos sacramentos, e do Espírito. A fé nos admite por meio da graça, mas não é em si um motivo suficiente para a salvação. O que eu vi nos mais recentes e altamente respeitados estudiosos protestantes era o mesmo ponto de vista. A partir do último terço do século XX, estudiosos como EP Sanders, Krister Stendhal, James Dunn, e N. T. Wright têm argumentado que o protestantismo tradicional mal interpretou profundamente Paulo. De acordo com Stendhal e outros, a justificação pela fé é principalmente sobre as relações judeus e gentios, e não sobre o papel da moralidade como condição de vida eterna. Juntos, o seu trabalho tem sido referido como "A Nova Perspectiva sobre Paulo".

Minha descoberta desta "Nova perspectiva" foi um divisor de águas na minha compreensão das Escrituras. Eu vi, para começar, que a "Nova perspectiva" era a "Velha Perspectiva" dos primeiros Padres da Igreja. Comecei a testá-la contra a minha própria leitura de Paulo e descobri que ela tinha sentido. Ela também resolveu a tensão de longa data que eu sempre senti entre Paulo e o resto da Bíblia. Mesmo Lutero tinha tido dificuldade em conciliar sua leitura de Paulo com o Sermão da Montanha, a epístola de São Tiago e o Antigo Testamento. Uma vez eu que apliquei a "Nova Perspectiva" esta dificuldade desapareceu. Relutantemente, eu tive que aceitar que os reformadores estavam errados sobre a justificação.

Essas descobertas no meu trabalho acadêmico foram paralelas em certa medida com descobertas na minha vida pessoal. A teologia protestante distingue fortemente crença de comportamento, e eu comecei a ver como isso me afetou. Desde a infância, eu sempre tinha identificado teologia, apologética e evangelismo como a mais alta vocação na vida cristã, enquanto as virtudes deveriam ser meros frutos da crença correta. Infelizmente, descobri que os frutos não estam apenas faltando em minha vida, mas que minha teologia tinha realmente contribuído para os meus vícios. Ele me fez severo, orgulhoso, e argumentativo. Eu também percebi que eu tinha feito a mesma coisa que os meus heróis.

Quanto mais eu aprendia sobre os reformadores protestantes, menos eu gostava deles como pessoas. Eu reconheci que o meu próprio fundador, João Calvino, era um homem arrogante e auto-confiante, que foi brutal para seus inimigos, nunca aceitou a responsabilidade pessoal e condenou qualquer um que não concordavam com ele. Ele chamou a si mesmo de profeta e atribuiu autoridade divina no seu próprio ensino. Isto contrasta totalmente com o que eu estava aprendendo sobre os teólogos católicos. Muitos deles eram santos, o que significa que eles tinham vivido vidas de caridade heróica e abnegação. Mesmo os maiores deles - homens como Agostinho e Tomás de Aquino - também reconheceram que eles não tinham autoridade pessoal para definir o dogma da Igreja.

Exteriormente, permaneci firme como anti-católico. Eu continuei a atacar a Igreja e a defender a Reforma, mas interiormente eu estava em agonia psicológica e espiritual. Descobri que minha teologia e trabalho da minha vida foram fundadas em uma mentira, e que a minha própria vida ética, moral e espiritual estavam profundamente carente. Eu estava perdendo rapidamente a minha motivação para contestar o Catolicismo, e em vez disso eu queria simplesmente para saber a verdade. Os reformadores protestantes tinham justificado a sua revolta por um apelo à "Sola Scriptura – Só as Escrituras." Meus estudos na doutrina da justificação tinham me mostrado que as Escrituras não eram tão clara como os Reformadores tinham alegado. E se todo o seu apelo às Escrituras foi equivocado? Por que, afinal, eu trataria as Escrituras como a autoridade final?

Quando eu levantei essa questão para mim mesmo, percebi que eu não tinha uma boa resposta. A verdadeira razão pela qual eu apelei ao Sola Scriptura era que isso era o que tinham me ensinado. Ao estudar o assunto, descobri que nenhum protestante deu alguma vez uma resposta satisfatória para esta pergunta. Os reformadores realmente não defenderam a doutrina do "Somente a Escritura." Eles simplesmente a afirmaram. Pior ainda, eu aprendi que os teólogos protestantes modernos que tentaram defender "Somente a Escritura" o fizeram por um apelo à tradição. Isso me pareceu ilógico. Eventualmente, eu percebi que "somente a Escritura" não existe nem nas Escrituras. A doutrina é auto-refutável. Vi também que os primeiros cristãos não acreditam no “ Somente as Escrituras” do mesmo modo que não criam na “ Somente pela Fé”. Sobre as questões de “como nós somos salvos”? e “como nós definir a fé”?, o mais antigo Cristãos encontraram seu centro na Igreja. A Igreja era tanto a autoridade pela qual sabíamos qual era a doutrina cristã, como também era instrumento de salvação.

A Igreja era uma questão que sempre voltava pra mim. Os evangélicos tendem a ver a Igreja como simplesmente uma associação de fiéis “like-minded” [ da mesma opinião/pessoas com interesses semalhantes]. Até mesmo os reformadores, Lutero e Calvino, tinha uma visão muito mais forte da Igreja do que isso, mas os antigos cristãos tinham a doutrina mais sublime de todas. Eu costumava ver sua ênfase na Igreja como anti-bíblica, ao contrário do "Somente a Fé", mas eu comecei a perceber que minha tradição evangélica era que era anti-bíblica.

A Escritura ensina que a Igreja é o Corpo de Cristo (Efésios 4:12). Os evangélicos tendem a descartar isso como uma mera metáfora , mas os antigos cristãos pensavam nisso como ,literalmente, embora misticamente, verdadeiro. São Gregório de Nissa pode dizer: " Aquele que contempla a Igreja realmente contempla Cristo. " Quando eu pensei sobre isso, eu percebi que ele falou uma verdade profunda sobre o significado bíblico de salvação. São Paulo ensina que os batizados foram unidos a Cristo na Sua morte, para que também eles sejam unidos a Ele na ressurreição (Romanos 6:3-6 ) . Esta união , literalmente, faz o cristão um participante da natureza divina (2 Pedro 1:4). Santo Atanásio poderia até dizer , "Porque Ele se fez homem para que pudéssemos ser feitos como Deus" ( de Incarnatione , 54.3 ) . A antiga doutrina da Igreja agora fazia sentido para mim , porque eu vi que a própria salvação nada mais é que a união com Cristo e um crescimento contínuo em Sua natureza. A Igreja não é uma mera associação de pessoas com interesses semelhantes. É uma realidade sobrenatural porque compartilha da vida e ministério de Cristo.

Essa percepção também fez com que adquire-se sentido a doutrina sacramental da Igreja. Quando a Igreja batiza, absolve os pecados, ou, acima de tudo, oferece o Santo Sacrifício da Missa, é realmente Cristo quem batiza, absolve, e oferece Seu próprio Corpo e Sangue. Os sacramentos não diminuem Cristo. Ele se faz presente neles.

A antiga doutrina cristã da Igreja da veneração dos santos e mártires também fez sentido. Eu aprendi que a doutrina católica sobre os santos é apenas um desenvolvimento da doutrina bíblica do corpo de Cristo. Os católicos não adoram os santos. Eles veneram Cristo em seus membros. Ao invocar a sua intercessão, os católicos apenas confessam que Cristo está presente e operante na sua Igreja no céu. Os protestantes freqüentemente objetam que a veneração dos santos católicos de alguma forma diminui o ministério de Cristo. Eu entendi agora que o inverso é verdade. São os protestantes que limitam o alcance da obra salvadora de Cristo, negando suas implicações para a doutrina da Igreja.

Meus estudos mostraram essa teologia concretizada na devoção da Igreja Primitiva. Como eu continuei a minha investigação de Agostinho, eu aprendi que esse "herói protestante" abraçou completamente a veneração de santos. Um estudioso sobre a obra de Agostinho chamado Peter Brown (nascido em 1935) também me ensinou que os santos não estavam relacionados com o cristianismo antigo. Ele argumentou que não se pode separar o cristianismo antigo da devoção aos santos, e ele colocou Agostinho diretamente nesta tradição. Brown mostrou que esta não era uma mera importação pagã do cristianismo, mas sim ligada intimamente à noção cristã de salvação (Veja o The Cult of Saints: Its Rise and Function in Latin Christianity).).

Quando entendi a posição católica sobre a salvação, a Igreja e os santos, os dogmas marianos também pareciam se encaixar. Se o coração da fé cristã é a união de Deus com a nossa natureza humana, a Mãe da natureza humana tem um papel extremamente importante e único em toda a história. Por isso, os Padres da Igreja sempre celebrou Maria como a segunda Eva. O seu "sim" a Deus na anunciação desfez o "não" de Eva no jardim. Se é apropriado venerar os santos e mártires da Igreja, quanto mais é apropriado dar honra e veneração a aquela que tornou possível nossa redenção?

No momento em que eu terminei meu doutorado, eu tinha revisto completamente a minha compreensão da Igreja Católica. Vi que a sua doutrina sacramental, a sua visão da salvação, sua veneração a Maria e aos santos, e suas reivindicações de autoridade eram todas fundamentada nas Escrituras, nas tradições mais antigas, e no claro ensino de Cristo e dos apóstolos. Eu também percebi que o protestantismo era uma massa confusa de inconsistências e lógica torturante. Não só era falsa doutrina protestante, mas uma deturpação que não poderia ela mesmo permanecer inalterada. Quanto mais eu estudava, mais eu percebia que a minha herança evangélica tinha se movido para longe não só do cristianismo primitivo, mas também do ensino de seus próprios fundadores protestantes.

Os modernos Evangélicos americanos ensinam que a vida cristã começa quando você "convida Jesus para entrar em seu coração." Conversão pessoal (o que eles chamam de "nascer de novo") é visto como a essência e o começo da identidade cristã. Eu sabia que a partir de minha leitura dos Padres que este não era o ensino da Igreja primitiva. Eu aprendi a estudar os reformadores que este não era o mesmo ensino dos primeiros protestantes. Calvino e Lutero tinham inequivocamente identificado o batismo como o início da vida cristã. Eu olhei em vão em suas obras para qualquer exortação a "nascer de novo." Eu também aprendi que não eles não descartaram a Eucaristia como sem importância, como eu fiz. Enquanto eles rejeitaram a teologia católica sobre os sacramentos, ambos continuaram a insistir que Cristo está realmente presente na Eucaristia. Calvino mesmo ensinou em 1541 que uma compreensão adequada da Eucaristia é "necessária para a salvação." Ele não sabia nada do Cristianismo “nascido de novo” individualista no qual eu tinha crescido.

Eu terminei a meu doutorado em Dezembro de 2002. Os últimos anos de meus estudos foram realmente negros. Mais e mais, pareceu-me que os meus planos foram ficando desequilibrados e meu futuro obscuro. Minha confiança foi fortemente abalada e eu realmente duvidava ou não, que poderia acreditar em qualquer coisa . Catolicismo começou a me parecer como a interpretação mais razoável da fé cristã , mas a perda da minha fé infância foi demolidora . Orei por orientação. No final, eu creio que foi a graça que me salvou. Eu tinha uma esposa e quatro filhos , e Deus finalmente me mostrou que eu precisava de mais do que livros em minha vida. Sinceramente, eu também precisava de mais do que "somente a fé” . " Eu precisava de ajuda real para viver a minha vida e travar uma batalha com os meus pecados . Achei isso nos sacramentos da Igreja. Em vez de " Somente a Escritura :" Eu precisava de orientação verdadeira de um professor com autoridade. Achei isso no Magistério da Igreja . Eu descobri que eu precisava de toda a companhia dos santos no céu - não apenas seus livros sobre a terra. Em suma, eu achei que a Igreja Católica foi idealmente formada para atender as minhas reais necessidades espirituais . Além da verdade , descobri Jesus em Sua Igreja , através de Sua Mãe, em toda a companhia dos Seus santos. Entrei na Igreja Católica em 16 de novembro de 2003. Minha esposa também teve sua própria jornada para as profundezas da Igreja e hoje minha família está feliz e entusiasmada na Igreja Católica. Agradeço aos meus pais por me mostrarem a Cristo e as Escrituras. Agradeço a Santo Agostinho por ter me apontado a Igreja.


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