Museu das almas do
Purgatório : os sinais do
além deixados por almas que padecem para se
Pe. Domenico
Santangini, pároco da igreja do Sagrado Coração
do Sufrágio e curador do Museu das Almas do
Purgatório:
– Pe. Domenico Santangini: Aqui, em 1895, não
havia nada, apenas uma capela em
volta; não havia nada.
Em 1897 houve um incêndio fortuito e, quando o
incêndio foi apagado, uma imagem
misteriosa ficou impressa na parede da
capela.(foto ao lado) [ABAIXO]
Agora lhe faço ver exatamente o original. É a
imagem de um homem que sofre, pelo
que o Pe. Victor Jouët (N.T.: 1839-1912,
missionário do Sagrado Coração, de
Issoudun, França), capelão que cuidava desta
igrejinha e devoto das almas do Purgatório, entendeu:
“Este é um sinal dessas almas que querem uma
igreja dedicada às suas intenções”
Então, quando a notícia se espalhou pela
região, segundo as crônicas, houve um afluxo de gente durante oito dias, de
milhares de pessoas para verem este fenômeno.
Então, o Pe. Jouët teve a ideia de construir
neste local uma igreja dedicada ao Sagrado Coração do Sufrágio. Quer dizer, do
sufrágio das almas do Purgatório.
Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio
E o Pe. Jouët era um engenheiro que se tornara
padre. O que é que ele fez?
Fez a planta de uma igreja gótica, porque a
área era reduzida. Encomendou trabalhos para poder erigir esta igreja. Mas não
havia recursos.
Pediu ajuda ao Papa, e então o Papa Leão XIII
aprovou e deu uma ajuda.
Mas ele próprio foi na França ver sua família
em Marselha, que era uma família de posses, e ali recebeu também ajudas. E
assim o prédio da igreja foi subindo.
Durante esta construção, que durou até 1912,
como ele era devoto das almas do Purgatório, foi viajando pela Europa para
buscar testemunhos que dissessem a verdade sobre o grande mistério do
Purgatório.
– Pe. Domenico Santangini: Entramos no pequeno
Museu do Purgatório. Mostrar-lhes-emos todos os testemunhos reunidos pelo Pe.
Jouët, o fundador desta igreja e deste museu.
Esta é a foto reproduzindo a imagem misteriosa
da capela, que foi ampliada, e mostra o olhar de um homem complicado com o
pecado.

Avental de Sóror Margarida Maria
Herendorps, beneditina de Winnenberg, Alemanha.
Esta imagem é posterior ao incêndio de 1897.
Ela dá uma clara impressão e faz entender o que é uma alma em pena, uma alma
que sofre o afastamento de Deus.
Estamos diante do 4º testemunho, que nos faz
ver um fac-símile fotográfico de uma marca de fogo deixada no avental de Sóror
Margarida Maria Herendorps, religiosa do mosteiro beneditino de Winnenberg, na
Alemanha.
Aqui temos a mão da Irmã [N.T.: Clara
Schoelers], que morreu de peste em 1637.
Embaixo temos a marca deixada pela mesma
freira sobre uma faixa de pano azul.
Depois passamos para a foto número 5 (na foto:
7d).
É uma fotografia da marca deixada pela defunta
senhora Leleux, que nos fala disto: o filho teve a visão da mãe, falecida 27
anos antes.

Marca deixada pela defunta senhora
Leleux na camisa do filho
E este homem ficou atormentado por muitas
dúvidas a ponto de ficar doente.
E a mãe lhe apareceu e lembrou a este jovem a
obrigação de ir a Missa aos domingos e de trabalhar um pouco pela igreja.
Como prova disso, pôs-lhe a mão sobre a
camisa, deixando esta marca visibilíssima e pediu-lhe para voltar a ser um bom
cristão.
A imagem nº 8 (embaixo) nos apresenta a marca
deixada sobre um livro que pertenceu a Margarida Demmerlé, da paróquia de
Ellinghen.
A defunta aparecia com as vestimentas da
região. Descia pela escada do celeiro gemendo e olhando com tristeza para a
nora, como pedindo alguma coisa.
Margarida Demmerlé, numa aparição subsequente,
lhe dirigiu a palavra e obteve esta resposta:
“Eu sou tua sogra, falecida de parto há 30
anos. Vai em peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Mariental e ali faz
celebrar duas Santas Missas por mim”.
Depois da peregrinação, a aparição se mostrou
de novo para anunciar a Margarida sua libertação do Purgatório.

Uma das 3 marcas deixadas pelo abade
Panzini.
E a nora, por conselho do pároco, lhe pediu um
sinal.
Pousando a mão sobre a “Imitação de Cristo”,
deixou então o sinal da queimadura, e depois não apareceu mais.
Aqui temos a marca nº 6. Marca de fogo deixada
por um dedo da religiosa Sóror Maria de São Luiz Gonzaga entre o 5 e 6 de junho
de 1894.
A relação do fato conta como a referida Sóror
Maria, que sofria de tuberculose havia dois anos, com fortes febres, tosse,
asma e hemoptise, ficou vítima de desencorajamento e, portanto com vontade de
morrer para não sofrer mais.
Mas, como era muito fervorosa, submeteu-se com
calma à vontade de Deus.
Alguns dias depois, em 5 de junho 1894,
expirou santamente e apareceu entre 5 e 6 de junho vestida como Clarissa, mas
reconhecível.
A Sóror Margarita, que estava admirada, explicou
que estava no Purgatório para expiar seu movimento de impaciência diante da
vontade de Deus.
Pediu orações e sufrágios e, para atestar a
realidade de sua aparição, pôs o dedo índice sobre a fronha do travesseiro e
prometeu voltar.

Uma das 3 marcas deixadas pelo abade
Panzini.
Apareceu à mesma religiosa entre 20 e 25 de
junho, para agradecer à Irmã e dar avisos espirituais à comunidade antes de
voar para o Céu. Muito belo.
Marca sobre uma tabuleta antiga onde se
escrevia [N.T.: deixada por frei Panzini, ex-abade da Ordem Beneditina
Olivetana, em Mantova, no dia 1º de novembro de 1731].
A marca 7a é de uma mão esquerda na tabuleta
sobre a qual escrevia a venerável Madre Abadessa [N.T.: Madre Isabella Fornari,
Abadessa das Clarissas do mosteiro de São Francisco em Todi, Itália].
A segunda é da mesma mão esquerda sobre uma
folha de papel e a outra é da mão direita sobre a manga da túnica.
Portanto, são três marcas de mão – duas da
esquerda, é claro – para indicar a todos a importância e por que a freira
queria deixar um testemunho de sua presença. Pedindo sempre, como muitas outras
almas, orações pela sua alma.
Já o dissemos: são imagens, são testemunhos de
uma realidade – a do Purgatório – fundamental para nós. Devemos procurar
verdadeiramente ter uma devoção profundíssima pelas santas almas do Purgatório.

São Lourenço libera almas do Purgatório. Lorenzo di Nicolò
Rezar por elas, fazer rezar Missas por elas,
porque é o único modo de liberá-las dos sofrimentos do Purgatório. Sofrimento
devido ao afastamento do Senhor.
Porque se nós fazemos entrar no Paraíso uma só
alma do Purgatório, esta alma, uma vez dentro do Paraíso, terá para conosco um
movimento de gratidão pelo dom recebido.
Eis por que resulta muito espontâneo crer
na Comunhão dos Santos: os santos do Paraíso, os santos do Purgatório e nós
aqui na Terra, Igreja militante que estamos caminhando rumo ao Paraíso e,
infelizmente com frequência, passamos pelo Purgatório”.